Cerca de 380 cafeicultores continuam buscando ressarcimento por sacas de café que estavam depositadas em um armazém de Muzambinho. A Central do Café encerrou as atividades em 11 de fevereiro de 2025.

Os produtores são de Muzambinho, Monte Belo, Nova Resende e Cabo Verde. O conjunto das perdas supera 16 mil sacas e foi estimado em aproximadamente R$ 40 milhões.

Entre os atingidos está João Batista Vasconcelos, que informou ter perdido 177 sacas e ainda não ter recebido pagamento. A situação levou produtores a recorrer à Justiça e a reunir documentos sobre a entrega do café.

Creúcio Carlos de Oliveira, administrador da Central do Café e então presidente da Coocem, cooperativa que funcionava no mesmo endereço, declarou a intenção de pagar inicialmente 30% dos valores após a venda de bens.

O advogado Thiago de Lima Dini, representante de 20 produtores, afirmou que não foram localizados bens em nome da empresa ou da cooperativa. A Justiça determinou o bloqueio de patrimônio pessoal e aguarda documentos fiscais e uma análise contábil para verificar eventual mistura de bens entre as empresas e o administrador.

O juiz Flávio Schmit informou que os processos estavam na fase final de produção de provas. A defesa, representada pelo advogado José Geraldo Jardim, reconheceu que ainda não havia pagamentos e sustentou que o objetivo era garantir tratamento igual aos credores; uma tentativa de acordo não avançou.

O Sindicato dos Produtores Rurais, presidido por Rodrigo de Almeida Machado, orientou os cafeicultores a preservar notas fiscais e demais comprovantes do depósito das sacas. A documentação é considerada essencial para demonstrar os valores cobrados em cada processo.