A produção de cachaça de alambique permanece como parte da cultura rural de Juruaia. O método artesanal é reconhecido como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais desde 2007.

Em pequena escala, cada lote passa por fermentação e destilação separadas. O alambique de cobre e a atenção às etapas preservam características da cana, da água e do local de produção.

Altair Souza Rezende iniciou seu alambique há cerca de 25 anos, inspirado por produtores vizinhos. O corte da cana é manual e a fermentação utiliza milho e arroz.

A marca Tahir está no mercado há duas décadas e já é vendida em Juruaia, Guaxupé, Muzambinho, Nova Resende e Poços de Caldas.

O produtor pretende ampliar a distribuição para São Paulo e outras praças. Uma nova linha de bebidas com sabores também está sendo preparada.

A produção local integra um setor em que Minas lidera o número de alambiques e marcas registradas, combinando patrimônio cultural, agricultura e geração de renda.