Boa Esperança decretou situação de emergência de nível dois depois do temporal com granizo e vendaval que atingiu o município em 30 de maio. O evento durou aproximadamente uma hora e registrou 30,8 milímetros de chuva, segundo o levantamento divulgado após as vistorias técnicas.

A combinação de chuva intensa, vento e gelo provocou enxurradas, arrastou veículos e arrancou coberturas metálicas. Em alguns pontos urbanos, o acúmulo de granizo chegou a cerca de 70 centímetros. O Corpo de Bombeiros atendeu 13 ocorrências e recebeu por volta de 20 pedidos de ajuda.

A Santa Casa de Misericórdia teve danos no telhado e infiltrações. Três equipamentos do bloco cirúrgico e materiais utilizados na esterilização foram avariados. Maternidade, unidade de terapia intensiva e bloco cirúrgico precisaram ser interditados, com transferência de pacientes para continuidade do atendimento.

Na rede municipal, as escolas José Aldo e Rosa Parreira suspenderam temporariamente as atividades presenciais por causa de avarias estruturais. Sete unidades de saúde da família também registraram danos em suas instalações.

O balanço apontou aproximadamente 4.800 pessoas afetadas por infiltrações, quedas de muros e inundações em imóveis comerciais e residenciais. Quinze propriedades urbanas foram atingidas, cinco delas classificadas em situação crítica. Vinte e duas pessoas deixaram suas casas e foram acolhidas por parentes, enquanto outra foi encaminhada a um hotel.

Na zona rural, estradas vicinais, plantações e propriedades de 18 comunidades sofreram prejuízos. Entre as localidades citadas no levantamento estão Mata do Paiol, Saia Branca e Rio Grande. O decreto permite organizar medidas emergenciais enquanto as equipes concluem a avaliação dos danos.