Um casarão conhecido como Bangalô tornou-se um dos principais vínculos materiais entre a Guapé atual e a antiga cidade atingida pela formação do Lago de Furnas.

Na década de 1960, a criação da represa inundou a área da antiga Vila Velha. Ruas, residências e referências urbanas ficaram sob as águas, enquanto os moradores precisaram se transferir para a área onde o município foi reconstruído.

O Bangalô permaneceu de pé durante essa transformação. A resistência do imóvel fez com que ele passasse a representar parte da memória da comunidade que viveu o deslocamento.

Atualmente, o espaço desempenha função cultural e também integra os atrativos turísticos do município. Sua preservação permite apresentar às novas gerações um vestígio físico da cidade anterior ao reservatório.

O casarão ajuda a contar uma história que envolve a expansão do sistema elétrico, a mudança da paisagem e a reorganização completa da vida urbana de Guapé.