O Ministério Público de Minas Gerais ajuizou uma ação de improbidade administrativa relacionada ao concurso público de Doresópolis regido pelo edital 01/2022. Agentes públicos e particulares aparecem entre os demandados.

Segundo a investigação, o então prefeito, servidores comissionados e responsáveis pela empresa organizadora teriam atuado para direcionar a contratação e beneficiar candidatos específicos com vagas e gabaritos.

A apuração também aponta supostas alterações nos requisitos de cargos, tentativa de afastar concorrentes e formas de ocultar pagamentos considerados irregulares. Essas afirmações integram a acusação apresentada pelo Ministério Público e ainda dependem de decisão judicial.

A Operação Gabarito foi deflagrada em 19 de fevereiro de 2023, no dia das provas. Mandados de busca permitiram recolher celulares e cartões de resposta antes que, conforme a hipótese investigativa, os gabaritos fossem substituídos.

Uma correção independente colocou dois candidatos apontados como possíveis beneficiários nas últimas posições. O resultado foi citado pelo MPMG como elemento da tentativa de manipulação do certame.

Na ação, o órgão pede ressarcimento solidário de R$ 101.598,08, valor atribuído às despesas do concurso, além de multa civil equivalente ao dano. Também foram solicitados R$ 50.799,04 de cada envolvido por danos morais coletivos.

Outros pedidos incluem suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público por até 12 anos. O ajuizamento inicia a análise judicial das alegações e não representa condenação definitiva dos citados.